Bom dia , vamos lá hora de acordar! Tudo parecia normal, mas hoje o dia inevitavelmente foi diferente. Sim, naquele momento em que deixei o agradável sono percebi que algo estava diferente. Sentei me na cama e tudo parecia então diferente, o dia parecia que não tinha chegado e toda e qualquer luz era apenas uma leitosa lembrança.
Levantei-me e logo quase cai! Sim era quase impossível de acreditar mas eu não enxergava mais nada. Você deve saber bem que conhecemos como ninguém “de olhos fechados” nosso caminho da cama ao banheiro, isto é mais que básico não é? Pois bem, tire então a visão e acabou, cadê o caminho!? Ok, tudo bem, cambaleando consegui ir a frente, afinal o que nós não conseguimos fazer mesmo que no principio seja impossível enxergar?
Mesmo assustado tentei manter a calma, afinal daqui a pouco quem sabe tudo voltaria ao normal.
Horas se passaram e não fui trabalhar. Obviamente eu não tinha a mínima condição de sair de casa afinal o dia não havia me encontrado e pelo meu sentimento já passávamos das dez da manhã, foi então que resolvi que mesmo assim sem enxergar nada eu deveria seguir adiante e buscar enxergar aquilo que meus olhos, infelizmente, não podiam ver.
Com muita dificuldade acordei minha esposa, disse a ela que já estava atrasada. Com habilidades até então desconhecidas, como um preciso estrategista, percorri o longo caminho até o quarto de minha filha. Ao entrar percebi que eu, mesmo sem perceber, não precisava apenas dos meus olhos para enxergar. Aquele cheiro, aquele ar de alegria, juntamente com aquele belo sussurro de quem está acordando para mais um belo dia em plenos cinco meses de vida, me mostraram tanto que rapidamente comecei a desconfiar que a muito tempo eu já não enxergava bem e nunca percebi.
Sim; eu sei que desde os dezessete anos eu uso óculos mas eu precisei acordar em plena escuridão para sentir a aura linda daquele quarto.
Em alguns instantes consegui descer as escadas. Abri a janela e senti a brisa típica do delicioso, único e exclusivo minuano condensado ao sol matinal, o que inevitavelmente me retomaram a minha época de escola, uma gostosa bergamota e um belo e bem verde, chimarrão.
A esta altura eu deveria esta sentindo um pavor, pois eu não enxergava nada, porém eu sentia muitas coisas e lembrava-me de tantas outras.
Em certo momento comecei a sentir uma tristeza pois apontava minha cabeça em direção a um horizonte, onde eu sentia o vento que vinha da janela juntamente com os raios de sol, porém eu nada podia ver.
Instantaneamente lembrei me de flores, de belas paisagens, do sorriso de grandes amizades, das lágrimas de alegria, da expressão de satisfação, do grito de gol, da alegria da surpresa, da superação e; por que não da dor de uma perda, que sempre nos ensina algo.
Exatamente como agora está ensinando que mesmo com a minha perda da visão eu ainda enxergo e ou que mesmo enxergando eu já estava cego, pois havia muitas coisas que eu já não via mais. Eu e você, ou seja nós, olhamos muitas vezes problemas e coisa tão pequenas que esquecemos de ver as cores, os sorrisos, os amores.
Precisei perder a visão para valorizar a beleza de um simples grão de areia molhado pela água. Parei olhei bem e percebi que na verdade o verdadeiro cego é aquele que não quer ver!
Ahh a vida, felizmente, não me tirou a visão e eu e você desde então podemos: olhar as simples coisas, nos satisfazermos com muito menos, ser alegres por muito mais, e é claro; olhar para este belo dia e entender que tudo forma um belo cenário para que possamos sonhar , imaginar, mas principalmente, viver a amizade e nosso grande e eterno amor.
Hey ...bom dia.
Sorria, você está sendo filmado!
Alegria, Alegria. É isto, apenas, que quero que você VEJA.
E aí parou??!!! Estamos querendo mais textos Sr. Alex... rsrsrs
ResponderExcluirAugusto