O presente de Alex!

Eram 18 de Outubro de 1981 12h30 min.

Há 30 anos eu cheguei para aproveitar intensamente esta vida , que nada mais é do que um presente de Deus. Procuro sempre que possível imaginar que não restam muitos dias e que preciso aproveitar isto ao máximo. Isto faz com que a preguiça vá embora e o tempo seja bem aproveitado.

 Minha vó materna dizia:
-Pra que dormir? Quando a gente dorme demais a gente perde a vida.

Olhaaaa; 30 anos eu tive muitas experiências boas, ruins, aprendi muitas coisas, vivi e vivi denovo, chorei, sorri, e aprendi que nem sempre na vida o caminho é aquele que desejamos, nem sempre aquilo que desejamos é uma receita para a felicidade. As vezes o errado é a melhor coisa do mundo, mas só o amanhã, iluminado amanhã, poderá mostrar.

Muitas vezes este enorme teatro nos apronta peças com roteiros espetaculares.

Trinta...trintinha....trintão lá vem o bobinho com muita emoção (leia em ritmo de marchinhas de carnaval), quantas amizades, quantos sabores, dores e incentivos, na falta de conhecimento o improviso, pelos caminhos da arte de redescobrir novas perspectivas e caminhar pelo desconhecido, numa escola em tempo real chamada vida.

E assim fui vindo, como palhaço do picadeiro sempre atrás de algum dinheiro para a vida planejar, sonhar, voar,  pechinchar e até matar! Mosquitos!Ahahaha e as peças aprontar. Olhar, desejar, comprar, no ato, de fato, sem chapeu mas com olhar, na imensidão do horizonte que é onde se esconde o menino que um dia fui que hoje procuro lembrar com grande saudade, ternura e felicidade para sempre me guiar.

E a coragem? Sempre valente com unhas e dentes ao meu lado caminhou. Por vezes do ponto passou, feriu, magoou, pois a personalidade unida a uma extrema sinceridade por vezes extrapolou.

Vergonha nunca tive, muito menos do perdão, se um dia te magoei, meu nobre e querido amigão, aceite publicamente este pedido comovente de voltar ao seu coração.

Enquanto isso o violeiro toca dois acordes sustenidos e eu canto com muito improviso as palavras da legião, na urbanidade desta amável cidade ao qual Deus me agraciou.

E mais meia duzia de loco, guapo, passado, com trago encantado entoando a canção, afinados ou não, sem vergonha pelo chão, pois a festa continua quando eu saio pela rua e na chuva quero pular, rezar, implorar, buscar e festejar... ora por que não? 


E é no detalhe de cada olhar, de cada gesto, de cada simples palavra, que se encontra todo o segredo daquela sinceridade que só criança pode ter; viver; viver; viver.


Obrigado Senhor, Obrigado Amigos!


Feliz aniversário.... Alex Anele

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